O que aprendemos sobre Educação Alimentar Nutricional com Patricia Jaime

15 de maio, 2026
ForNações ICC Thumbs

No dia 30 de abril, vivemos mais um encontro especial da nossa agenda anual de formações internas. Esses momentos especiais reúnem a equipe contratada e voluntária do ICC com o objetivo de ampliar saberes e fortalecer a base conceitual de quem faz o instituto existir e pulsar. Este foi o segundo encontro do ciclo, que estreou com um lindo dia de trocas no Condô Cultural.

Desta vez, tivemos a alegria de contar com Patricia Jaime, nossa conselheira, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP e uma das principais referências brasileiras em Nutrição e Saúde Pública. Juntas, mergulhamos na Educação Alimentar Nutricional (EAN) como campo de conhecimento e como ferramenta de política pública. Vem saber como foi esse encontro cheio de aprendizados!

Primeiro passo: o que é EAN?

Para abrir a conversa, Patricia acolheu a turma com uma contextualização sobre o que é a Educação Alimentar Nutricional e o campo de prática intersetorial e interdisciplinar que busca promover a autonomia de indivíduos e comunidades nas suas escolhas alimentares. Com sensibilidade e profundidade, ela trouxe aspectos biológicos, culturais, sociais, econômicos e ambientais, mostrando como esse tema vai muito além do setor de saúde e da atuação de nutricionistas.

Com lugar de fala e conhecimento de causa, a professora e conselheira do ICC participou diretamente da construção de dois documentos centrais para a EAN no Brasil: o Marco de Referência de EAN para Políticas Públicas (2012) e o Guia Alimentar para a População Brasileira (2014), dois marcos que seguem iluminando o trabalho de profissionais, organizações e gestores públicos que atuam nos sistemas alimentares. Por isso, Patrícia também nos guiou pela trajetória da EAN no Brasil e como esse conceito está ancorado em três direitos fundamentais: o direito à saúde, o Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável, e o direito à informação.

O que esse encontro nos trouxe

Por fim, além da base conceitual, a conversa nos levou por temas como o vínculo entre acesso à terra e direito à alimentação, o papel dos guias alimentares no enfrentamento aos ultraprocessados, e a importância de aproximar universidade e sociedade civil na difusão desse conhecimento.

Certamente, saímos do encontro com a certeza de que o programa Cozinhas & Infâncias também é uma das ferramentas dessa prática, já que constroe um espaço onde a EAN deixa de ser conceito e passa a acontecer no cotidiano das escolas e famílias, na vida das crianças, na escuta, nas escolhas e nas histórias que se constroem à mesa.

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